Metodologia
Princípio herdado da frota (spotcast, corte): cenários transparentes, nunca oráculos. Nenhum número inventado — todo parâmetro vem de fonte pública citada ou é marcado como premissa editável. Distribuições históricas no lugar de previsões pontuais.
Regimes de receita
O motor de cenários separa dois regimes. CRCAP (implementado): o projeto vive de Receita Fixa indexada ao IPCA por 15 anos; modelamos tudo em termos reais e calculamos a RF que zera o VPL à taxa de desconto escolhida — RF = (capex + VP(reinvestimento)) × CRF(taxa, 15) + O&M + TUST, com CRF = w/(1−(1+w)⁻ⁿ). A liquidação de energia ao PLD sob despacho ONS é tratada como neutra (limitação declarada abaixo). Merchant (contexto do ranking e do relatório): captura de spread de PLD com perdas de eficiência. Para cada ano histórico calculamos a margem da janela perfeita — descarregar nas 4 horas mais caras e carregar nas 4 mais baratas de cada dia (8 h por janela com 2 ciclos), com o custo de carga dividido pela eficiência: margem_dia = max(0, horas × (top − bottom / RTE)) — o truncamento em zero significa que o operador não cicla em dia cujo spread não paga as perdas. Isso é o teto teórico (informação perfeita do dia); a captura real fica abaixo. Como o truncamento é não-linear, as margens são pré-computadas no ETL para eficiências de 80, 85, 90 e 100% — a UI só oferece essas opções. Anos parciais são anualizados por 365/dias e marcados. Um valor por ano histórico = uma banda de cenários — nunca uma previsão.
Dados de PLD
PLD horário por submercado (SECO, S, NE, N) da CCEE (dados abertos, CC-BY), copiado em tempo de ETL do spotcast — período 01/01/2021 a 10/07/2026, gerado em 2026-07-10. Dias em hora local (UTC-3 fixo; o Brasil não tem horário de verão desde 2019). Só entram dias com 24 horas completas. O “spread diário 4 h” é a média das 4 horas mais caras menos a média das 4 mais baratas do dia — a janela de carga/descarga de um BESS de 4 h; também calculamos a versão de 8 h (2 ciclos, o teto do LRCAP).
Siting — barras × TUST × curtailment
A lista de barras bonificadas (β = 0,9) vem da memória de cálculo da metodologia locacional da EPE (planilha oficial, aba “Camada 4 — barramentos bonificados”, 129 barras; a imprensa reporta 121 no anexo da Portaria — tratamos como a confirmar contra o DOU). A TUST por barramento vem da base do ciclo 2025-2026 (REH ANEEL nº 3.482/2025, via produto tust): injeção (geração) e carga (consumo fora-ponta), em R$/kW·mês. As numerações de barra da EPE (ANAREDE) e da ANEEL diferem, então o cruzamento é por nome de subestação + tensão, em camadas determinísticas com a qualidade registrada linha a linha (exato → abreviado por prefixos de palavras → mesma SE em outra tensão); sem correspondência, mostramos “—” e nunca estimamos. O “total anual” (injeção + carga fora-ponta) × 12 é premissa de enquadramento — MUST integral nas duas pontas, conforme a dupla cobrança confirmada na NT Conjunta ANEEL 3/2026 — e o ciclo tarifário vigente no início do suprimento (2028) será outro. O curtailment por UF (eólica + solar, últimos 12 meses completos, dados ONS via corte) é contexto regional, não do nó.
Premissas e origem
| Parâmetro | Valor | Origem |
|---|---|---|
| Potência mínima habilitável | 30 MW | Portaria MME 136/2026 / EPE |
| Duração à potência máxima | 4 h | Portaria MME 136/2026 |
| Eficiência round-trip mínima | 0,85 fração | Portaria MME 136/2026 (mínimo habilitável) |
| Vigência do CRCAP | 15 anos | Portaria MME 136/2026 |
| Capex — cenário baixo | 926 R$/kWh | ≈US$ 170/kWh global (FT), convertido conforme citado pela ABSAE Benchmark global; no Brasil soma logística, tributos e integração. |
| Capex — cenário central | 1.362,54 R$/kWh | ABSAE/Newcharge, grande porte, 2025 |
| Capex — cenário alto | 1.750 R$/kWh | EPE ago/2024: R$ 7.000/kW ÷ 4 h Parâmetro EPE anterior à queda recente de preços; teto conservador. |
| O&M anual | 0,015 fração do capex/ano | premissa [PREMISSA] Sem fonte brasileira citável; editável na UI. |
| TUST/TUSD total (carga + injeção) | 0 R$/kW·ano | premissa [PREMISSA] Default 0 de propósito: depende do barramento; dupla cobrança confirmada (NT Conjunta ANEEL 3/2026). Integração com o produto tust na Fase 2. |
| Taxa de desconto real | 0,1 a.a. | premissa [PREMISSA] Editável; a RF do CRCAP é indexada ao IPCA, então o modelo é todo em termos reais. |
| Reinvestimento (aumento de módulos) | 0 fração do capex | premissa [PREMISSA] Default 0; a Portaria manda a RF cobrir reinvestimentos — ligue e edite o ano conforme sua estratégia de augmentation. |
| Ano do reinvestimento | 8 ano do contrato | premissa [PREMISSA] Meio da vigência de 15 anos. |
| RF média térmica nova, produto 2028 (2º LRCAP 2026) | 2.456.000 R$/MW·ano | Mercurio Partners — resultados do 2º LRCAP 2026 (mar/2026) Produto diferente (térmica ≠ bateria 4 h); usar só como ordem de grandeza. |
Limitações declaradas
- A liquidação ao PLD da carga/descarga sob despacho ONS é tratada como neutra no regime CRCAP — o saldo real depende do padrão de despacho, que ninguém conhece hoje.
- Capex em faixas citadas; ~80% do capex é dolarizado, então o câmbio move as faixas.
- TUST/TUSD depende do barramento e é cobrada nas duas pontas (carga e injeção); default zero de propósito, para você informar o seu valor.
- Degradação e augmentation simplificados num único reinvestimento opcional.
- Preço-teto e quantidade do leilão ainda não publicados; benchmark térmico é produto diferente.
Levantamento regulatório completo e citado: docs/pesquisa.md. Isto não é recomendação de investimento.